Se você já foi em algum museu de ciências e viu animais gigantes que pareciam reais, provavelmente já se deparou com a taxidermia.

Esse é o nome técnico que se dá para a arte de empalhar animais. O nome vem do grego e significa algo como “arranjo da pele“. Isso porque, na taxidermia, apenas a pele do animal é aproveitada.

Por meio da taxidermia, é possível “recriar” um animal já morto. Para isso são usadas técnicas muito específicas como congelamento do animal e uso de resinas e moldes. O taxidermista é a pessoa responsável pelo processo de transformação do animal.

Mas para que serve a taxidermia?

A taxidermia é, também, uma ferramenta de educação. Ela serve para conscientizar a população sobre a necessidade de conservamos nossa fauna.

As exposições de animais taxidermizados, ou empalhados, fazem com que a gente aprenda mais sobre aqueles bichinhos. Às vezes, o único contato que vamos ter com algumas espécies é por meio das suas versões empalhadas em museus.

Por preservar a aparência e o formato dos animais, a taxidermia serve, ainda, como um recurso didático para pessoas com deficiência visual. Por meio do tato, a pessoa pode perceber como são os pelos e a textura da pele daquele animal.

Um pouco de história

Esta arte científica surgiu no século XIX, na Inglaterra. Na época, o trabalho de transformar a pele de animal em couro se tornou comum. Mas, naquela época, a taxidermia era bastante diferente.

Isso porque os primeiros animais eram empalhados sem muitos cuidados. A anatomia não era respeitada, e os modelos ficavam totalmente desconfigurados. Isso faz, inclusive, com que a gente tenha uma visão distorcida de alguns animais já extintos.

Em Minas Gerais, existem laboratórios de taxidermia que empalham animais mortos por atropelamento. Um deles é o Laboratório de Taxidermia na Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Em parceria com a Polícia Militar Ambiental, é feito um trabalho de recolhimento de animais atropelados, preparação das peles e montagem dos animais. O laboratório funciona no Campus Pontal, em Ituiutaba, e é vinculado ao Instituto de Ciências Exatas e Naturais da Universidade.