Já ouviu falar em araçá-roxo?

Este é nome da Psidium myrtoides O. Berg, árvore que dá frutos roxinhos com sabor adocicado. Infelizmente,  está ameaçada de extinção.

Esta é uma planta comum no cerrado e universidades como a Federal de Uberlândia (UFU) estudam essas árvores em busca de potenciais usos medicinais.

Isso é possível porque as plantas têm compostos que podem ser bioativos contra várias doenças, além de poderem ser utilizados com fins terapêuticos.

Pesquisa sobre o araçá-roxo

A pesquisadora Flávia Clemente desenvolveu uma dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Química da UFU para comprovar os fins terapêuticos de produtos derivados desse vegetal: os óleos essenciais.

Óleo essencial é um produto obtido de uma matéria-prima natural de origem vegetal pelo processo de destilação a vapor ou por processos mecânicos do pericarpo (a camada externa do fruto das angiospermas, as plantas que têm sementes protegidas por frutos) da fruta.

A pesquisa de Flávia identificou que o óleo essencial desenvolvido a partir do araçá-roxo tem atividade antibacteriana e antiprotozoária, ou seja, pode atuar, por exemplo, contra o Trypanosoma Cruzi, transmissor da doença de Chagas.

Os resultados mostraram que o óleo essencial do araçá-roxo pode ser empregado como um fitoterápico.

Esse tipo de estudo é muito importante para garantir novas formas de tratamento de doenças, além de ajudar a gente a conhecer melhor a flora do nosso país.

Com informações da Diretoria de Comunicação da UFU.