Se eu falo “fungo“, o que você pensa?

Em geral, as palavras que vêm à mente mais imediatamente podem estar associadas a mofo ou bolor.

Tem gente que vai lembrar de alimentos esverdeados, como o queijo gorgonzola – e aí o fungo atua para deixar o queijo ainda mais especial e delicioso!

Fungos são seres vivos tão versáteis e diversos que têm até um reino animal exclusivo para eles, o Reino Fungi. Eles vivem em quase todos os ambientes e podem ser microscópicos ou grandes como cogumelos.

Fungos também podem ser objeto de estudos e pesquisa aplicada para produzir substâncias que tragam benefícios ao ser humano.

John Kenedy Rodrigues Pereira Felisbino, Mestre em Química pela UFU (Reprodução)

Fungos e atividade antibacteriana

Na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), o pesquisador John Kenedy Rodrigues Pereira Felisbino (foto) desenvolveu uma pesquisa para estudar esses organismos vivos e identificar substâncias bioativas que tivessem atividade contra as bactérias da cavidade bucal humana.

Os estudos, orientados pela professora Raquel de Sousa, tiveram início em março de 2017, com financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e foram concluídos em fevereiro de 2019.

Clique aqui para ler a dissertação de John Kennedy.

John trabalhou com os fungos Cercospora brachiata, Beauveria bassiana e Verticillium sp. A produção de substâncias a partir desses fungos acontece pelo processo de crescimento e preparo dos caldos dos fungos.

A produção de substâncias a partir dos fungos acontece por meio de um processo de crescimento e preparo dos caldos dos fungos. Foto: Arquivo pessoal do pesquisador/ Reprodução UFU

Depois, vem a etapa de preparação dos extratos dos fungos. A última “fase” é a submissão dos extratos a testes antibacterianos, para o conhecimento da composição das substâncias.

Os resultados da pesquisa contribuem para a solução de problemas de saúde pública, como o tratamento de doenças negligenciadas relacionadas à saúde bucal.

“Evoluímos a pesquisa a fim de encontrar novas substâncias que sejam capazes de inibir a ação de microrganismos que já sofreram mutações e criaram resistência a determinados compostos que são utilizados atualmente”, acrescenta.

Com informações da Assessoria de Comunicação da UFU.