Para o ser humano cores intensas e vibrantes podem ser muito bonitas e atrativas. Porém, no mundo animal esse aspecto pode ser uma cilada.

Acontece que enquanto animais com cores sem graça, que não chamam tanto atenção, podem não apresentar nenhum perigo. Outros, com cores fortes e chamativas, são extremamente venenosos.

Essa característica é chamada de aposematismo. Consiste no uso de cores, normalmente o laranja, vermelho, amarelo, preto e branco, como um aviso de que o bicho tem meios, veneno ou gosto ruim, para machucar quem ousar ataca-lo.

Esta é uma estratégia de defesa muito comum no reino animal, em especial nas borboletas e rãs. Porém, pode ser encontrada também no reino vegetal.

Além das cores, chamadas de aposemáticas, o sinal pode ser sonoro, por meio de guizos e chocalhos.

Mas um detalhe! Esse ‘chega pra lá’ só funciona porque esse conhecimento das cores é herdado. Ou seja, as espécies aprenderam pelos animais mais velhos, ou por experiência própria, que mexer com os coloridos não é uma boa ideia.

Comprando gato por lebre

Agora você conhece a estratégia de aposematismo, mas sabia que há várias outras formas dos animais de se protegerem? E que uma delas é justamente copiar as cores de animais peçonhentos?

Esses atores da natureza utilizam a estratégia do mimetismo. Ou seja, eles imitam o padrão de coloração comum em espécies perigosas, fingindo que também são.

Esse é o caso da falsa cobra coral. Ela imita as cores da verdadeira, extremamente venenosa, para afugentar predadores. Apesar da falsa não possuir veneno, na dúvida, eles se afastam.

Aprenda como desvendar se uma cobra coral é falsa ou verdadeira aqui.

urso polar

Imagem meramente ilustrativa.

Se misturar na multidão

Além do aposematismo e do mimetismo, os animais usam ainda a camuflagem. Diferente dos primeiros, que querem ser vistos, os camuflados se protegem se misturando no ambiente.

Essas espécies também recorrem as cores, mas a coloração remete à natureza em que ele vive. Os animais se misturam tanto que dificulta muito que o predador, ou sua presa, os vejam.

A estratégia também é muito usada no reino animal. O urso-polar, o bicho-pau e o bicho-folha são alguns exemplos de usuários desta técnica.