Existem mais de sete bilhões de seres humanos na Terra. Porém, por mais que se pareçam, todos possuem uma característica única: a impressão digital.

Chamadas de papilas dérmicas são únicas como um floco de neve. Sendo encontradas nas pontas dos dedos, palmas das mãos e nas solas dos pés.

Essas pequenas elevações se formam antes mesmo do bebê nascer. Por volta do sexto mês que ele está na barriga da mamãe.

Podem ser comparadas com a formação dos traços do rosto ou a alguma herança física. Por isso é comum que parentes tenham padrões principais iguais em cada dedo.

Porém, a forma imprevisível que as digitais crescem as tornam exclusivas. Não se repetindo, nem mesmo, em gêmeos univitelinos – irmãos com o mesmo DNA.

Como isso é possível? Acontece que, enquanto o neném está na barriga da mãe, células tronco crescem sobre a pele de cada dedinho. Formando três camadas: a derme (interna), camada basal (meio) e epiderme (superior).

Todas essas células crescem ao mesmo tempo, mas cada uma no seu próprio ritmo. Dessa forma, a medida que a parte de dentro se desenvolve a do meio tem de se adaptar. O que causa irregularidade na superior.

A forma como as células se desenvolve, rápido ou devagar, determina o padrão da futura digital.

Como se isso não fosse o bastante, fatores extremamente imprevisíveis, como a posição dos dedos e a pressão do fluído de dentro do útero, também interferem na formação das linhas. O que torna o resultado totalmente aleatório.

Outra coisa interessante sobre essas marquinhas é que elas só desaparecem após a morte da pessoa. Independentemente das atividades que ela realizou durante a vida.

digitais

Foto: Pixabay.

Mas para que servem?

Agora você já sabe como as digitais são formadas. Mas para que servem?

Na natureza elas têm a finalidade de dar aderência à pele. Ou seja, só é possível segurar um copo d’água ou escalar uma árvore porque o ser humano possui papilas dérmicas.

Já na sociedade moderna o seu uso vai muito além. Acontece que por ser tão única a digital é usada para desbloquear celular, acessar conta bancária, votar ou até mesmo identificar a pessoa que cometeu um crime.

Como? Ao tocarmos em superfícies como maçanetas, copos ou armas, deixamos, em cada objeto, uma marca, formada, principalmente, por água e gordura.

Mesmo sem conseguir vê-la a olho nu, nossa digital fica registrada e pode ser capturada por equipamentos especiais. Operados pelo papiloscopista.

É deste profissional o trabalho de recolher, analisar e comparar as impressões papilares, ou seja, as digitais. A fim de solucionar um crime.

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Imagem ilustrativa. Foto: Pixabay.

No mundo animal 

Mas as digitais são uma característica só do ser humano? A verdade é que não.

Gorilas e chimpanzés também possuem impressões digitais. Com mãos parecidas com a de um ser um humano as impressões lhe ajudam a escalar e manobrar com facilidade.

Além dos primatas outro animal que possui digital é o coala. Porém, essa característica é recente em sua escala evolutiva. Já que seus parentes próximos como o canguru não as têm.

Pesquisadores acreditam que essa evolução está relacionada ao estilo de vida do animal. Pois a espécie, assim como os gorilas e chimpanzés, usa muito a mão para se segurar em árvores, comer e escalar.

Apesar das impressões digitais não serem tão comuns no reino animal, algumas espécies têm a sua própria versão. Esse é o caso das zebras que possuem padrões diferentes de listra.

Os porcos e cães também possuem, na frente de seus narizes, “marcas” completamente únicas. Assim como as impressões digitais.