Dizem que para atrair borboletas, o mais importante é cuidar do jardim.

Em texto recentemente publicado no jornal norte-americano The New York Times, a diretora de sustentabilidade da cidade St. Louis, Catherine Werner, diz que a ideia é essa mesmo: “Se você plantar, elas virão”.

Desde 2014, Catherine Werner lidera um programa que tem o objetivo de favorecer o aparecimento das borboletas monarcas, com mais de 400 jardins em quintais, pátios de escolas e telhados em toda a cidade.

Nos Estados Unidos, a preocupação com a presença das borboletas monarcas é grande.

Nas últimas décadas, o número de monarcas despencou entre 80% e 99% naquele país. No próximo ano, essas borboletas alaranjadas podem ser incluídas na lista de espécies ameaçadas de extinção.

Uma das causas desse desaparecimento pode ser o aumento das plantações de milho e soja nos territórios que as borboletas atravessam anualmente, migrando por milhares de quilômetros do México para o Canadá e vice-versa.

Herbicidas, pesticidas e agrotóxicos são grandes inimigos das borboletas, assim como das abelhas, como você já leu aqui.

Borboletários e a ciência

Borboletário do Mangal das Garças em foto de Ricardo Tulio Gandelman / Via Flickr

Além de construir jardins para atrair borboletas, outra estratégia importante é a construção de borboletários.

Eles são um tipo de “zoológico exclusivopara as borboletas e podem ser usados para a criação de diferentes espécies.

Borboletários são importantes para a pesquisa científica porque neles é mais fácil acompanhar as diferentes etapas de vida das borboletas, de ovo a lagarta, da pupa ao animal adulto.

O maior borboletário do Brasil está localizado no Mangal das Garças, em Belém do Pará. Lá, são produzidas mensalmente mais de 5 mil borboletas adultas, e todo animal é identificado e registrado.

Entre as espécies produzidas estão a borboleta olho de coruja (Caligo illoneus), ponto de laranja (Anteosmenippe), Júlia (Dryas iulia), brancão (Ascia monusti) e battus (Battus polydamas).

No Rio de Janeiro, a Fundação Oswaldo Cruz também tem um borboletário que é uma ótima opção de visitação e lazer, principalmente neste mês de férias!

No campus da Fundação, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, o espaço de 84m² abriga cerca de 100 exemplares de quatro espécies: olho-de-coruja, borboleta-brancão, ponto de laranja e Julia.

Os visitantes podem acompanhar, no laboratório, o desenvolvimento das etapas da vida destes insetos e conhecer de perto a rotina de alimentação com néctar das flores até a postura de ovos.

Borboletário da Fiocruz / Reprodução

Minas Gerais também tem borboletário

Na capital de Minas Gerais, existe o Borboletário do Jardim Zoológico da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica.

Lá também é possível conhecer o ciclo completo de vida de mariposas e borboletas, além de ver de pertinho o balé das espécies adultas que circulam pelo espaço com suas delicadas asas.

Um alerta importante para quem quer visitar nas férias de julho: nos meses mais frios do ano, ocorre a diapausa, redução do crescimento e do desenvolvimento das borboletas.

Já na primavera, a oferta de plantas-alimento e plantas ornamentais, atrativas para as espécies, aumenta consideravelmente. Então, as borboletas fazem suas danças de acasalamento e logo novos animais estão circulando entre nós.

Atualmente, o Borboletário do Jardim Zoológico mantém, em média, mil indivíduos de dez espécies de borboletas que ocorrem naturalmente na região de Belo Horizonte.

Foto de Suziane Fonseca / PBH / Reprodução

Serviço

Foto de Suziane Fonseca / PBH / Reprodução.

O Borboletário do Jardim Zoológico fica na avenida Otacílio Negrão de Lima, 8000, região da Pampulha.

Funciona de terça a sexta-feira, das  9h as 11h e das 14 às 16h, sendo que às quartas e sextas-feiras recebe grupos agendados.

Aos sábados, domingos e feriados, o atendimento é por ordem de chegada e as visitas mediadas acontecem de 10h as 12h e de 14h as 16h.

Mais informações pelo telefone: (31) 3277-8489.

Com informações da PBH.