Saboroso e nutritivo, o arroz pode ser preparado de inúmeras formas e faz parte da cultura alimentar de diversos povos, dos chineses aos brasileiros.

Dados da Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO) apontam que o consumo brasileiro de arroz é de aproximadamente 52,5 quilogramas por habitante, por ano.

O arroz é um dos cerais mais produzidos no mundo: seu cultivo é realizado nos cinco continentes.

Fonte de carboidratos, proteínas, sais minerais e vitaminas, o alimento é um dos grandes aliados para combater  a fome no mundo.

Na Universidade Federal de Lavras (UFLA), a professora Flávia Barbosa Silva Botelho coordena o Programa Melhor Arroz, em parceria com a Epamig e a Embrapa Arroz e Feijão.

Os estudos desenvolvidos por ela contribuem para a geração de um arroz fortificado, ou seja, com mais nutrientes!

arroz branco em tigela preta

Quem não gosta de um arroz soltinho e fresquinho? E se ele for mais nutritivo, então? Huuum, deu água na boca! (Imagem meramente ilustrativa, via Pixabay)

O que é a biofortificação?

A pesquisa da professora Flávia propõe a biofortificação do arroz com zinco e selênio.

Mas o que isso significa?

Com apoio do Departamento de Ciência do Solo (DCS), que realiza estudos de biofortificação agronômica, a professora e sua equipe trabalham com a biofortificação genética do arroz.

Ela estuda a variabilidade genética para que o produtor de arroz possa aplicar zinco ou selênio, nutrientes que podem ser absorvidos pela planta e gerar um grão biofortificado, ou seja, mais nutritivo.

Plantação de arroz na Fazenda Experimental da UFLA

Cultivo de arroz na Fazenda Experimental da UFLA (Foto: Karina Mascarenhas)

Linhagens de arroz com maior potencial de absorção dos nutrientes foram plantadas na Fazenda Experimental da UFLA e estão sendo acompanhadas pelos pesquisadores.

Há um experimento de arroz biofortificado com zinco, outro com selênio e um que mistura os dois.

Para a professora Flávia, o foco principal para o consumo biofortificado de arroz seriam as escolas e creches públicas.

Com esse super arroz que tem mais nutrientes, a alimentação das crianças ganha um salto em qualidade!

Famílias de baixa renda também podem se beneficiar desse arroz fortificado, já que ele costuma ser a base da nossa dieta, acompanhado do bom e velho feijão.

Segundo a professora, o consumo do super arroz contribui para diminuir a chamada fome oculta, que é uma carência de micronutrientes no organismo.

Leia na Minas Faz Ciência nº 57 sobre como o arroz e o feijão se completam.

Com informações da Assessoria de Comunicação da UFLA.