Você tem muito medo de algum animal ou de altura, água, multidões, lugares fechados? Muita gente tem pavor de passar por determinadas experiências e esses medos excessivos podem se transformar em doenças: as fobias.

Vamos entender direitinho como o corpo de uma pessoa com fobia reage?

Segundo Maria Cristiana Seixas Villani, psicologia e professora da PUC Minas, existe um manual de transtornos psiquiátricos de doenças mentais que ajuda profissionais a diagnosticar fobias em pacientes, mas às vezes a própria pessoa percebe as limitações.

“Algumas identificam a intensidade da experiência e mal estar. Elas mesmas avaliam a desproporção do sentimento em relação à experiência vivida. Conseguem julgar que o medo é extremo e, até mesmo, irracional”, explica.

Alguns tipos de fobia:

Acrofobia: medo de altura;

Ambulofobia: medo de andar;

Acluofobia: horror exagerado à escuridão;

Agliofobia: medo de sentir dor;

Aletrorofobia: medo de galinhas;

Acufobia ou Aicmofobia: medo das agulhas;

Fobia social: medo de pessoas e da exposição;

Brontofobia: medo dos relâmpagos e dos trovões;

Cinofobia: medo de cães;

Cremnofobia: medo de precipícios;

Fagofobia: medo de engolir ou de comer;

Gerontofobia: medo de pessoas idosas;

Hemofobia, hemafobia ou hematofobia: medo de sangue;

Ictiofobia: medo de peixes;

Mirmecofobia: medo de formigas;

Musofobia ou murofobia: medo de ratos;

Motefobia: medo de borboletas e mariposas;

Pediculofobia: medo de piolhos;

Pediofobia: medo de bonecas;

Zoofobia: medo de animais;

Claustrofobia: medo de lugares fechados;

Tanatofobia: medo da morte.

O medo no corpo

Situações de fobia ativam o sistema nervoso simpático no corpo humano, responsável por reagir a situações de medo e stress. É como se este sistema adequasse o organismo para o estado de alerta.

“Acontece, então, aceleração de batimentos do coração, suor, alteração na respiração, dilatação da pupila, sensação de frio na barriga, vontade de urinar. Muitas dessas reações ocorrem porque o sangue corre para extremidade e para as musculaturas, como mecanismo de defesa. O músculo fica pronto para defensiva, ataque ou fuga”, diz a professora Maria Cristiana.

Em situações extremas, um paciente com fobia pode ter sensação de morte, perda de controle e despersonalização (sentimento de estar “fora do corpo” ou que as coisas ao redor não são reais). Em algumas pessoas, os batimentos do coração ficam tão descontrolados que chegam a confundir os sintomas com infarto.

A especialista Maria Cristiana  afirma que tem percebido uma ansiedade generalizada nas pessoas que buscam tratamento em consultórios. “Ás vezes não é uma fobia específica, mas um medo diluído por casa do tipo de vida urbana que levamos. A rotina inspira um sentimento crônico de medo e até mesmo pânico”.

Tratamentos

O tratamento das fobias origina-se de uma análise particular de cada caso, em que o psicólogo leva em conta a história de vida da pessoa. “Vai depender de como o medo foi desenvolvido, em função de quê ele é acionado, além do repertório que a pessoa precisa para enfrentar a fobia”, detalha Maria Cristiana.

Existem várias linhas de estudo dentro da psicologia para ajudar as pessoas como fobias. As abordagens comportamentais têm se mostrado mais eficientes atualmente. É preciso entender a relação do paciente com estímulos do ambiente que são estabelecidos no decorrer da vida. Segundo Maria Cristiana, é preciso questionar: por que aquela experiência passou a ser um estímulo de medo na vida daquela pessoa?

De toda forma, a psicologia destaca o impacto do estilo de vida no desenvolvimento de fobias. “As pessoas estão sempre correndo contra o tempo e tudo é urgente. Estão muito ansiosas, o que nos as deixam vulneráveis às fobias”, conclui.

A ciência tem dado uma forcinha no tratamento de pessoas com fobias. Conheça o projeto da PUC Minas que envolve realidade virtual para o tratamento de acrofobia (medo de altura).