‘Elas produzem o mel, o própolis, a cera e a geleia real. Elas também são responsáveis pela polinização de aproximadamente 73% das espécies de plantas cultivadas no mundo. Elas são pequenas, coloridas e já foram até protagonista de filmes. Já sabe de quem estou falando? Isso mesmo, das abelhas!

Este pequeno inseto, comercializado para diversos fins desde a época do Egito Antigo, é muito mais formidável que muita gente imagina! Por serem tão importantes, a Universidade Federal de Lavras realiza diversas pesquisas sobre estes insetos.

Uma dessas pesquisas procura identificar como as abelhas se distribuem nas paisagens agrícolas localizadas nas proximidades da Mata Atlântica. A ideia do estudo é conhecer a diversidade de abelhas de cada local e entender o que pode afetar a sobrevivência de comunidades desses bichinhos em locais muito específicos, como as plantações agrícolas, onde há um uso grande de agrotóxicos.

Insetos em extinção

As abelhas ajudam na produção agrícola (Nennieinszweidrei / Pixabay)

As abelhas ajudam na produção agrícola (Nennieinszweidrei / Pixabay)

Durante um ano inteiro, os pesquisadores coletaram abelhas em cinco áreas de preservação diferentes. As armadilhas para capturar as abelhinhas foram colocadas em pomares de macieira, oliveira, pêssego – que geralmente já atraem as abelhas – e em duas áreas de Mata Atlântica próximas a essas culturas. O estudo ainda está em andamento, mas já foi possível coletar mais de 640 abelhas de 15 espécies diferentes.

Até então, os pesquisadores viram que a maior parte das abelhas foi encontrada na área de floresta nativa, com um total de 210 indivíduos de 11 espécies. Os resultados mostram, também, que em áreas agrícolas a presença de abelhas pode aumentar em até 30% a produção! É por isso que é importante para os agricultores conciliarem a produção de alimentos com a presença de abelhas.

Contudo, a situação das abelhas no mundo não está das melhores. Com o avanço da agricultura e da degradação do meio ambiente, as abelhas estão sumindo do mapa! Atualmente, os cientistas sabem que pelo menos sete espécies já estão na lista de extinção.