Nos últimos meses, diversos episódios de chuvas e tempestades deixaram grandes capitais brasileiras em estado de alerta ou situação de colapso.

Ficar no meio da chuva pode ser muito perigoso. Mas, às vezes, a gente é pego de surpresa e nem consegue se refugiar em um lugar seguro.

Por isso, saber quando vai chover e qual o volume de água esperado é uma informação importante para cidadãos que querem se manter seguros em meio às chuvas.

A boa notícia é que já existe um aplicativo brasileiro que nos ajuda nessa questão!

Imagem de tela do aplicativo em uso no smartphone. Reprodução

Chamado de SOS Chuva, ele fornece informações precisas sobre a ocorrência de chuvas intensas e raios em diversas regiões brasileiras.

Este aplicativo tem como objetivo reduzir a vulnerabilidade da população a eventos climáticos extremos.

O app mostra em tempo real onde estão ocorrendo chuvas fortes e para que lado elas se dirigem.

Também é possível consultar a ocorrência e a intensidade de raios.

Diferente da previsão do tempo convencional – aquela normalmente divulgada pelos telejornais –, a previsão imediata informada pelo aplicativo consegue informar a incidência de chuva, granizo ou tempestade com precisão de 1 quilômetro e antecedência de 30 minutos a 6 horas.

Há, ainda, uma ferramenta para compartilhamento entre os usuários de eventos relacionados às chuvas fortes, como alagamentos, quedas de árvores ou de pontes.

Aplicativo premiado

O SOS Chuva foi o vencedor do Prêmio Péter Murányi 2019, edição Ciência & Tecnologia.

O desenvolvimento foi coordenado pelos pesquisadores Luiz Augusto Machado, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e Edmilson Dias Freitas, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP).

Também do Inpe, Eduardo Guarino coordena ao lado de Machado o desenvolvimento do SOS Chuva.

O serviço começou a funcionar com um único radar meteorológico situado em São Roque, interior de São Paulo.

Depois, foram acrescentados radares do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Bauru e Presidente Prudente.

Atualmente, também fazem parte radares de diversas outras localidades, como Pico do Couto (RJ), Gama (DF), Canguçu (RS), Santiago (RS) e Morro da Igreja (SC).

Do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do Rio de Janeiro, há também radares em Macaé e Guaratiba.

Outros sete são do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em Maceió (AL), Salvador (BA), São Francisco (SP), Três Marias (MG), Jaraguari (RS), Petrolina (PE) e Natal (RN).

Assista ao vídeo e saiba como o app funciona:

 

Via Agência FAPESP.