A matemática é amada e odiada por muitos há milhares de anos. Estando sempre presente no nosso dia a dia, mesmo que nós não à vejamos

Ciência do raciocínio lógico mais conhecida pelos seus numerais. O mundo da matemática é tão mágico que, em Belo Horizonte, há um museu dedicado todinho a ele.

O Museu da Matemática UFMG tem como proposta mostrar que esse conhecimento está presente em diversas brincadeiras. Como nos jogos de tabuleiro, quebra-cabeças, dobraduras de papel.

A ideia é que os participantes descubram brincando, por meio da Matemática Recreativa. A subcoordenadora do projeto, Carmen Vergara, informa que para isso são realizadas experiências interativas e atividades lúdicas junto às crianças e aos adultos.

“Explicamos como a matemática está presente nos objetos. Depois damos um tempo para interagirem e tirarem suas dúvidas. Ao final realizamos uma oficina onde eles constroem um brinquedo baseado na matemática”, conta.

Museu de matemática UFMG

Um dos brinquedos construídos nas oficinas são os discos rolantes. Foto: acervo do Museu da Matemática UFMG

Além das brincadeiras, essa casa da matemática também atua como um centro de apoio aos professores. Disponibilizando cartilhas com propostas de atividades que podem ser aplicadas em sala de aula (veja as aqui).

O museu é vinculado ao Departamento de Matemática do Instituto de Ciências Exatas (ICex) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e é coordenado pelo professor Fábio Brochero. Apesar de ter sido aberto oficialmente a pouco tempo, o local recebe visitas desde o início do ano.

Para a professora além de divulgar e popularizar a matemática, despertando o interesse de meninos e meninas pela ciência, o Museu também aproxima esta comunidade da Universidade.

“A visita é, muitas vezes, o primeiro contato que as crianças têm com o mundo da universidade pública. E isso pode incentiva-las, mostrar que podem fazer parte desse mundo”, destaca Carmen.

O museu está localizado em Belo Horizonte e recebe visitas apenas aos sábados, por meio de agendamento. Crianças a partir do 6° ano do Ensino Fundamental podem visitá-lo.

Matemática, eu te amo

Museu de matemática UFMG -1

Foto: acervo Museu da Matemática

Agora você já sabe que Belo Horizonte tem um museu dedicado à matemática. Mas você sabia que no Brasil temos o Dia Nacional da Matemática?

Também conhecido como ‘Dia do Matemático’ a data é celebrada anualmente em 6 de maio. A escolha por esse dia é uma homenagem a Júlio César de Mello e Souza, professor de matemática e escritor brasileiro.

A data era comemorada informalmente pela Sociedade Brasileira de Educação Matemática (Sbem) há muito tempo. Porém, com a lei nº 12.835, o Dia da Matemática passou a ser oficialmente reconhecido no país.

A comemoração busca homenagear os profissionais da matemática. Além de incentivar o interesse dos alunos pela matéria.

 O show dos números

Gostou? Agora que você já sabe que o Dia da Matemática está chegando, que tal comemorar vendo filmes que abordam essa ciência?

jogo da imitação

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  • O jogo da imitação

Neste longa vemos a matemática fazendo história. O filme se passa na Segunda Guerra Mundial e conta a vida do matemático Alan Turing.

Estritamente lógico, focado e com problemas de relacionamento Turing se destaca na equipe montada pelo governo britânico para quebrar os códigos dos submarinos alemães.

O matemático tinha como objetivo construir uma máquina que permitiria analisar todas as possibilidades de codificação em apenas 18 horas. Dessa forma, os ingleses conheceriam às ordens do inimigo antes de serem executadas.

  • Uma mente brilhante

O que seria da matemática sem suas “mentes brilhantes”? O filme nos conta a história de John Nash um gênio da matemática que, aos 21 anos, formulou um teorema.

Apesar de provar sua genialidade, Nash vai aos poucos se transformando em um sofrido homem que chega a ser diagnosticado como esquizofrênico. Porém, após anos de luta ele consegue retornar à sociedade e ganhar um prêmio Nobel.

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  • Estrelas além do tempo

Como a matemática não é para mulheres? Quem disse? Aqui conhecemos a história de Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson. Pesquisadoras negras que trabalharam na NASA durante a corrida espacial.

Também baseado na vida real, o longa mostra como essas mulheres lutaram para provar sua competência e ascender na hierarquia da organização. Ao mesmo tempo que lidavam com os diversos preconceitos.

  • O homem que mudou o jogo

Há matemática no beisebol? Sim ou com certeza? Este longa nos apresenta a história real de Billy Beane, gerente geral do time de beisebol Oakland Athletics, que conseguiu revolucionar o esporte ao colocar o time entre os principais dos anos 80.

O mais curioso, porém, foi a forma que ele fez isso. Por meio de uma improvável parceria, na qual barganha jogadores rejeitados, e um sofisticado software de análise.