Alice Von Kriüger é uma menina de cabelos encaracolados longos e claros que adora ciências, principalmente as ligadas ao espaço. Muito curiosa, convenceu sua tia, a jornalista Adriana Von Kriüger, a levá-la ao evento Ciência: O elemento X para meninas superpoderosas que buscou inspirar e incentivar vocações e carreiras científicas em meninas.

Ao início do evento, Alice esperava encontrar palestras formais sobre temas científicos. Porém, se deparou com relatos de experiências de pesquisadoras, que embora sejam de áreas bem diferentes (psicologia e física), compartilham um grande amor pela arte de fazer pesquisa.

Cientista desde pequeno

Laura da Silva Krueger é pesquisadora desde os 14 anos. A estudante do primeiro ano da faculdade de psicologia tem hoje 18 anos, mas conta que começou a pesquisar depressão dentro da escola no ensino fundamental. Segundo ela, na época não tinha nem ideia de que profissão seguiria, mas viu na pesquisa uma oportunidade de entender o que estava acontecendo com ela e com as pessoas que estavam ao seu redor.

Laura Krueger fez a pesquisa sozinha e a apresentou na 16° edição do UFMG Jovem. De acordo com a pesquisadora, ao chegar ao evento se deparou com stands incríveis cheios de produtos interativos e pensou: “cara este não é o meu lugar”.

“Então chegou o dia da premiação. O segundo e o terceiro lugar ficaram realmente com esses trabalhos. Quando chamaram meu nome, não consegui acreditar. No momento eu achei que tinham falado errado!”, lembra a pesquisadora.

Segundo a estudante, foi algo incrível, pois a partir deste momento ela entendeu que era possível. “Que é isso que eu quero fazer como profissional, descobrir o que acontece no mundo e resolver da melhor maneira possível esses problemas”, conta.

ciência e menina

imagem meramente ilustrativa. Foto: Pixabay

A partir desse prêmio a pesquisadora evoluiu sua pesquisa. Ela passou a estudar o adoecimento mental dos professores de uma escola pública dentro da UFMG, com uma professora da universidade orientando.

Os caminhos da ciência

Assim como Laura, a professora da PUC Minas Kelly Cristina Martins Faêda desde nova já sabia o que queria fazer. Ser engenheira.

Curiosa e questionadora, a professora sempre gostou muito de ciência. Apesar de trabalhar com sua tia em uma escola desde os 13 anos, foi só quando fez 19 anos que Kelly entrou de vez no mundo dos estudos.

Mas diferente do que a professora havia planejado, foi no curso de física que ela viu sua grande paixão.

“Primeiro dia de aula eu já fiquei fascinada. Queria assistir todas as aulas, pois estava aprendendo coisas fantásticas”, lembra a pesquisadora.

Segundo Kelly Faêda foram 4 anos difíceis, mas com a ajuda de muitas pessoas ela conseguiu se graduar com louvor. “Hoje eu tenho o orgulho de dizer que sou uma professora universitária”, conta.

 

Além do espaço, Alice adora design. Apesar de não saber bem se será uma cientista, a estudante pode conhecer melhor a beleza e dureza que é fazer pesquisa, experiência que levará por toda a sua vida.