“Fakebook”, “InstaPanic”, “Twistter”, “Candy Crash”: os nomes brincam com mídias sociais e aplicativos que hoje fazem parte do dia-a-dia de adultos e crianças e estão na tela inicial de um smartphone, O celular do surto. Nele, o usuário (jogador) pode interagir para identificar mentiras, boatos, exibicionismos, discursos preconceituosos e as fake news – notícias falsas criadas de modo a parecer verdadeiras, com o objetivo de confundir, enganar e manipular as pessoas.

O game, disponível para jogar on-line, foi desenvolvido para demonstrar, de forma lúdica, como estamos expostos a golpes e como a cultura do medo e da paranoia está presente quando usamos os meios digitais. Na página, professores e educadores podem baixar material de apoio para usar o jogo nas escolas.

O JOGO

No “Fakebook”, postagens verdadeiras e falsas desafiam o jogador a curtir o que é real e a identificar mentiras. É possível consultar as fontes de informação na ferramenta de busca do jogo, o “Bubble”.

Já no “InstaPanic”, o jogador pode curtir ou bloquear postagens, depois de diferenciar imagens montadas das  autênticas. A imagem pode ser ampliada, além do enquadramento publicado, para descobrir o que está por trás da elaboração das fotos.

No “Twistter”, por sua vez, o jogador tem a responsabilidade de analisar os assuntos antes de reproduzi-los em sua linha do tempo. Por último, no “Candy Crash”, o jogador é questionado se deve perder tempo com algo tão viciante, quando há coisas mais importantes a fazer.

Outros dois aplicativos servem de apoio: o “Zap Messenger”, que oferece instruções sobre o jogo, e o “SpotiFear”, ferramenta para controlar as configurações de áudio.

Durante a interação, o objetivo é não se deixar enganar. A cada erro, o jogador diminui sua coragem até chegar ao nível de contágio do medo, em que ele se transforma em pedra e perde o jogo.

TITO E OS PÁSSAROS

O jogo O celular do surto foi criado pelos produtores de Tito e os pássaros, único filme brasileiro na lista dos 25 pré-indicados ao Oscar de melhor animação. A obra também foi indicada ao Annie Awards 2019, considerado o Oscar da animação.

No Brasil, o filme ganhou o prêmio de melhor longa infantil no Anima Mundi, em julho de 2018.  A estreia nas salas de cinema do País foi no dia 14 de fevereiro (hoje é o último dia de exibição). A classificação é livre, com recomendação para crianças a partir de 5 anos.

A história é sobre Tito, um menino tímido, de 10 anos, que vive com sua mãe. De repente, uma estranha epidemia começa a se espalhar: as pessoas ficam doentes quando se assustam. O garoto descobre que a cura está relacionada a uma pesquisa sobre o canto dos pássaros, feita por seu pai ausente. Tito embarca com seus amigos numa jornada em busca do remédio e da própria identidade.

O diretor do filme, o paulista Gustavo Steinberg, conta que a ideia do medo ser algo contagioso sempre o fascinou. “Achei que não havia muitas pessoas fazendo filmes sobre esta epidemia, especialmente para as crianças”, diz, em depoimento registrado no material de divulgação do filme. Confira o trailer: