Você sabia que plantar a própria comida pode ajudar nos bons hábitos alimentares, trazendo benefícios para o corpo e amenizando tensões do dia a dia? Antigamente, quando boa parte da população vivia em zonas rurais era muito comum plantar em casa verduras, legumes e frutas para as refeições familiares.

Esse costume se perdeu quando ocorreu a migração para o ambiente urbano, no entanto, há um movimento de incentivo ao retorno dessas plantações. Na roça, continua sendo comum plantar para comer, mas e na cidade? Já ouviu falar nas hortas urbanas que estão super em alta?

Imagem ilustrativa Foto: Pixabay

Vamos dar algumas dicas para a criação de uma horta urbana, que pode ser uma ótima ideia de integração com a vizinhança. Além disso, a produção de alimentos voltada para o consumo das famílias envolvidas na plantação elimina os gastos com a compra de hortaliças.

O Instituto Pólis, uma Organização Não Governamental, de atuação nacional e internacional, criou o Manual de Hortas Urbanas. Fundado em 1987, o Pólis atua na construção de cidades justas, sustentáveis e democráticas, por meio de pesquisas, assessoria e formação que resultem em mais políticas públicas e no avanço do desenvolvimento local.

Veja alguns passos para criação de hortas urbanas:

1 – Planejamento

É preciso escolher o terreno onde ficará a horta. Podem ser canteiros de praças, áreas comuns em condomínios, terrenos baldios ou ociosos (nestes casos é necessário verificar o histórico de ocupação do terreno), quintais coletivos, espaços cedidos pela prefeitura da cidade, entre outros.

A escolha precisa ser cuidadosa. Pense se bate sol naquele espaço e se haverá água em local próximo para a irrigação.

É necessário mobilizar um grupo de pessoas interessadas em participar do cultivo da horta: vizinhos, familiares, amigos. Cada um pode entrar com um conhecimento ou habilidade para ajudar.

Depois, é hora de pensar em obter sementes e mudas das espécies de interesse, além de material para a jardinagem. Uma dica essencial é fazer a rotação de culturas, ou seja, variar os tipos de planta que vão viver na horta.

“Algumas plantas quando cultivadas próximas criam associações favoráveis e beneficiam uma as outras. Estas plantas são chamadas de plantas companheiras. Exemplo: cenoura com rúcula; alface com brócolis; espinafre com couve” (Informações do manual)

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2 – Cultivo

O solo que vai receber as hortaliças precisa estar preparado e adubado, pois é preciso equilibrar nutrientes. Para a propagação de sementes e mudas pode ser usada uma sementeira ou fazer o plantio direto na terra.

Tomate, pimentão, brócolis, couve e alface vão gostar de ser cultivados em sementeiras. Beterraba, batata, cenoura, espinafre, ervilha, nabo, quiabo, rúcula e salsinha podem ir direto aos locais definitivos onde vão crescer.

A partir daí, o grupo responsável precisa regar as mudas com regularidade e tratar de arrancar qualquer mato que cresça em volta. Importantíssimo que se tenha cuidado máximo para que a horta não tenha recipientes que acumulem água, porque nosso inimigo mosquito Aedes aegypti está em todo lugar.

3 – Comida: aproveitando bem os alimentos

Assim que for possível iniciar a colheita, é preciso saber usar as hortaliças nas refeições.

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“As hortaliças, assim como as frutas, são importantes fontes de minerais, vitaminas e água, oferecendo também grande quantidade de fibras, que desempenham funções importantes para o organismo, como: – ajudam a eliminar toxinas. – melhoram o funcionamento do intestino. – auxiliam no controle de diabetes e colesterol. – promovem o aumento da saciedade” (Informações do manual)

Legumes podem ser preparados cozidos. As folhas e verduras viram ótimas opções de salada. Nem mesmo o talo das hortaliças precisa ser desperdiçado, pois podem entrar no preparo de bolinhos, farofas e refogados.

Baixe o Manual de Hortas Urbanas que tem todos os detalhes para a criação da horta urbana, inclusive dicas sobre biofertilizantes, compostagem, cultivo em pequenos espaços, manejo do solo e outros.