Quantas coisas você aprendeu nestas férias de janeiro?

Tenho certeza que mesmo que tenha só ficado em casa, ou viajado para a praia ou para a casa dos seus avós, deve ter aprendido alguma coisa nova.

A fazer um bolo, por exemplo. Ou saber em que momento do dia a água do mar estava mais alta ou mais baixa na areia da praia.

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É claro que muitas dessas coisas nós podemos aprender também lendo livros ou vendo vídeos no YouTube.

Mas você sabia que a gente aprende mais e melhor quanto está fisicamente engajado em atividades no dia a dia?

Reduzir o tempo de tela é importante…

Muitos pesquisadores têm estudado, nos últimos anos, os efeitos do que a gente chama de “excesso de tempo de tela” no desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Embora ainda não existam pesquisas conclusivas, entidades como a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomendam que crianças e adolescentes reduzam o tempo em tablets, computadores e smartphones, por uma série de razões.

“Há benefícios e malefícios que têm acompanhado a tecnologia digital. São de fundamental importância o bom senso e a informação adequada que os pediatras devem enfatizar para as famílias, crianças e adolescentes sobre este assunto”, defende a SBP.

Isso não quer dizer que as telas são absolutamente ruins e devem ser evitadas a todo custo. O alerta serve pra gente não esquecer da importância das experiências sem tela para o nosso desenvolvimento humano.

Um estudo publicado pela revista médica “The Lancet Child & Adolescent Health” mostra, por exemplo, que o tempo excessivo de tela tem maior custo em termos de desempenho cognitivo das crianças.

Então, é preciso ficar atento…

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A filosofia também nos ensina a experimentar mais o mundo real!

Além dos médicos, quem também nos alerta para a importâncias das experiências fora das telas e offline são os filósofos!

O professor Nicholas Tampio, que ensina ciência política na universidade Fordham, em Nova York, publicou um texto no site Aeon em que ele fala sobre como muitos adultos que apreciam os computadores e a internet acham que as crianças devem ter acesso a eles o mais rápido possível.

No entanto, o aprendizado nas telas não pode impedir outras formas mais táteis de descobrir o mundo.

Essas formas táteis têm a ver com tato mesmo, coisas que a gente toca e faz com as mãos.

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“Os seres humanos aprendem com os olhos, sim, mas também com os ouvidos, nariz, boca, pele, coração, mãos e pés. Quanto mais tempo as crianças gastam em computadores, menos tempo têm para fazer excursões, construir aeromodelos, segurar um livro nas mãos ou conversar com professores e amigos”, conta o professor.

Por isso, é importante que as escolas proporcionem às crianças experiências ricas que envolvam seus corpos inteiros.

E, nas férias, a gente pode priorizar as atividades na natureza, ao ar livre, em contato direto com o mundo.

As crianças aprendem melhor quando seus corpos estão envolvidos em experiências táteis no mundo!

Conta pra gente nos comentários: o que você aprendeu nas férias de verão?

Inspirado em texto do site Aeon.