Ficou dodói? Como é ruim, né?!

Nada de bola, videogame, dança, piscina ou comida predileta!

O bom é saber que, nessas horas, alguém está pronto para nos ajudar, pois estudou muitão para isso.

Ano a ano, milhões de mulheres e homens pelo mundo formam-se numa das mais valorizadas (delicadas e complexas) profissões da humanidade: a Medicina.

Mas o que representa, exatamente, esse belo ofício, baseado em diagnósticos, tratamentos e muita, muita pesquisa?

“A Medicina é um ofício muito especial. Mistura um dom individual com intensa dedicação, seja na questão do estudo, seja no cuidado ao paciente”, explica Rafael Mantovani, médico pediatra e endocrinologista, que, além de trabalhar em consultório próprio, atua no Hospital Mater Dei e no Hospital das Clínicas da UFMG – onde, aliás, ajuda a formar novos especialistas.

Para o Rafa – como ele é chamado pelos amigos –, sua profissão requer grande intensidade do profissional, que jamais pode se acomodar:

“O interesse pelo paciente, a busca de respostas, a espera dos resultados, o intenso trabalho no consultório ou no hospital… Tudo é apaixonante!”

Imagem meramente ilustrativa / Pixabay

O médico e “o outro”

Tô pensando aqui: deve ser difícil lidar com a saúde das outras pessoas, né?! Que responsa!

“A responsabilidade é grande, mesmo. No meu caso, cuido do corpo dos outros ‘ao quadrado’, já que, na Pediatria, trato de crianças e adolescentes, filhos de papais e mamães. Colocar-me no lugar do outro, oferecer o ouvido, o ombro, prevenir e remediar são atribuições da boa prática da Medicina”, destaca Rafa.

Dia a dia

Imagem meramente ilustrativa / Pixabay

Com tanta gente doente, a rotina dos médicos deve ser bem pesada, penso eu!

“Depende muito da especialidade, mas, geralmente, os dias são puxados para todos! Existem áreas puramente hospitalares: o médico trabalha no hospital, visita pacientes internados ou faz cirurgias e procedimentos complexos”, explica o pediatra.

Há, também, os famosos “plantões”. Neste caso, os profissionais permanecem várias horas no local de trabalho, e, às vezes, dormem no hospital:

“Existem outras áreas nas quais o trabalho acontece no consultório, ambiente mais calmo. A maioria dos médicos, contudo, trabalha em mais de um lugar, e, por vezes, tem vários empregos”.

Há, ainda, as situações em que o profissional atua, para o governo, com o desenvolvimento de políticas públicas de saúde, o que também é um grande desafio!

“Já trabalhei em hospital público, privado, pronto-socorro, maternidade, consultório, secretaria municipal de saúde, escola de médicos… Toda essa experiência me proporcionou a oportunidade de fazer vários amigos, lidar com muitas áreas de trabalho, conhecer gente legal e ser um médico cada vez mais completo”, completa Rafa.