Muitas pessoas acreditam que a era digital vai acabar de vez com o uso do papel, mas, enquanto esse momento não chega, continuamos a usá-lo em diversos momentos. Aliás, nossa história com o papel começa por volta de 3000 a.C., quando os egípcios inventaram o material com fibras de uma planta chamada papiro, muito comum nas margens do Rio Nilo no Egito. A palavra papel surgiu a partir do nome dessa planta.

Arte/ Felipe Bueno/ Minas Faz Ciência

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Com o passar do tempo, foram utilizados diversos tipos de materiais para produção dos pergaminhos, um tipo de papel usado na época, mas foi na China, em 105 a.C., que foi inventado o procedimento usado até os dias atuais. Um chinês chamado T’sai Lun fez uma mistura com casca de amoreira e outros tipos de produtos com fibras vegetais, batendo até formar uma pasta a ser peneirada para resultar em uma fina camada que seria deixada para secar ao sol. Depois de um tempo, lá estava o primeiro papel do mundo.

Arte/ Felipe Bueno/ Minas Faz Ciência

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Desde então, usamos papel no caderno, para anotar as matérias durante a aula, na cozinha, para tirar o excesso de óleo em uma fritura, no banheiro, para enxugar as mãos, e em muitos outros momentos.

Tipos de papel

Existem alguns critérios que dividem os tipos de papéis. São eles: peso, formato, cor e textura. O peso, ou gramatura, costuma variar entre 50 e 350 gramas. Ou seja, quanto maior a gramatura, mais pesado, caro e menos maleável será o papel. Além disso, a opacidade (transparência) também será influenciada. Por exemplo, um papel com 50 gramas é mais fino, mais transparente e mais barato.

O formato está relacionado ao tamanho do papel. Os mais conhecidos são divididos como se pertencessem a uma classe de nome A, variando em uma escala que vai do A1 até o A6. Aqui é preciso um pouco de atenção, pois quanto maior o número, menor é o papel.

Arte/ Felipe Bueno/ Minas Faz CIência

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A maioria dos papéis que utilizamos é branca, mas é possível encontrar outras cores no mercado para diversos tipos de funções. Certamente, quando pequeno, você deve ter feito alguma atividade na escola com papel colorido, não é mesmo?

Por sua vez, a textura do papel também pode variar. Há vários tipos de efeitos que podemos encontrar, desde características brilhantes, onduladas até as lisas. Profissionais de design, geralmente, buscam esses papéis para incrementar suas criações e chamarem atenção dos clientes.

Agora é com você: busque observar como é o tipo de papel das coisas que te cercam. Veja como há diferença entre as folhas de sua agenda e as folhas de um livro. A capa brilhante de uma revista com a folha opaca de um jornal. Vai descobrir como são diferentes em função de suas finalidades.

Depois conta para gente o que descobriu, combinado?