Uma noite estrelada é um espetáculo lindo! Se você mora em uma grande cidade, provavelmente não verá tantas estrelas, pois as luzes dos postes e prédios atrapalham a observação. Mas, no campo, longe da iluminação artificial, o céu fica cheio de luzes e formas.

Na Astronomia (área da ciência que estuda o universo e os corpos celestes), o céu é chamado de Esfera Celeste. Isso porque, quando o observamos, especialmente à noite, temos a impressão de estar no meio de um grande círculo, uma esfera cheia de estrelas. Quando olhamos para o céu, não é possível perceber as distâncias verdadeiras entre as estrelas e o nosso planeta. Parece até que todas elas, assim como os planetas, galáxias e outros objetos celestes, estão à mesma distância da Terra e próximos uns dos outros.

DESENHOS NO CÉU

Até meados da década de 1930, era chamado de constelação um grupo de estrelas que parecia formar figuras de pessoas, animais, objetos ou seres mitológicos. Atualmente, o significado é diferente.

  Constelação é a divisão do céu, geometricamente, em 88 regiões ou partes

O novo conceito de constelação surgiu em 1930, proposto por Eugène J. Delporte. Ele foi adotado pela IAU (International Astronomical Union – União Astronômica Internacional) e está em uso até hoje. De acordo com esse conceito, qualquer objeto celeste que estiver na região de uma constelação, junto com as estrelas, é considerado parte dela.

Das 88 constelações, algumas são mais fáceis de encontrar e identificar no céu noturno por causa de suas estrelas brilhantes.

 

CRUX OU CRUZEIRO DO SUL

Constelação Cruzeiro do Sul (foto: reprodução StarWalk)

Constelação Cruzeiro do Sul (foto: reprodução StarWalk)

 

É a menor de todas as 88 constelações, mas apesar de ser pequena, é uma das mais conhecidas. Possui 19 estrelas em sua constelação que só podem ser vistas do Hemisfério Sul. Para os gregos antigos, o Cruzeiro do Sul era uma parte da constelação de Centauro. Os navegantes europeus, no século XVI, usavam essas estrelas para ajudar nas rotas dos navios, porque sabe-se que o eixo maior da cruz (Gracux até Acrux  ) aponta aproximadamente para o pólo Sul celeste, então, eles transformaram essa parte do Centauro em outra constelação.

 

 

 

 

 

 

Cruzeiro do Sul, como aparece no céu do Hemisfério Sul (reprodução StarWalk)

Cruzeiro do Sul, como aparece no céu do Hemisfério Sul (reprodução StarWalk)

 

URSA MINOR (UMi) ou URSA MENOR

Constelação Ursa Menor (foto: reprodução StarWalk)

 

Constelação do hemisfério Norte, é formada por 23 estrelas que são pouco brilhantes. A Ursa Menor é uma constelação conhecida porque sua estrela mais brilhante é a Polaris, ou estrela Polar, localizada sobre o polo celestial Norte, ou seja, no nosso céu, a posição dessa estrela é quase em cima do Pólo Norte Celeste.

 

 

 

 

 

 

 

Constelação Ursa Menor vista do hemisfério Norte

Constelação Ursa Menor como aparece no céu do hemisfério Norte (reprodução StarWalk)

 

ÓRION ou CAÇADOR DE ÓRION

Constelação Órion (foto: reprodução StarWalk)

 

Constelação do equador celeste, onde as estrelas que fazem parte, podem levar no nome a palavra “Orionis”. Observando do hemisfério Sul, Órion aparece de ponta cabeça. Para encontrar, devemos olhar para três estrelas próximas entre si, de mesmo brilho, e alinhadas, que são conhecidas como as Três Marias. As três juntas formam o cinturão da constelação de Órion.  A constelação tem a forma de um quadrilátero com as Três Marias no centro. Os nomes das Três Marias são: Mintaka, Alnilan e Alnitaka, do árabe Al-Mintakah, o cinto, An-Nidham, a pérola, e An-Nitak, a corda.

 

 

 

 

 

Design sem nome (3)

Constelação de Órion como aparece no céu do Hemisfério Sul (reprodução StarWalk)

 

 

Para observar as constelações e suas estrelas, Minas Gerais oferece cinco espaços e observatórios para tornar a sua experiência ainda mais brilhante. Em Belo Horizonte, é possível visitar o Espaço do Conhecimento UFMG, que fica no Circuito Liberdade. Lá, encontramos um observatório e sessões de planetário. As visitas podem ser feitas todos os dias, das 10h às 17h, e aos sábados é possível fazer também a observação noturna com o telescópio. Já em Ouro Preto, tem o Observatório Astronômico da Escola de Minas (UFOP), que possui um telescópio refrator de origem alemã, um dos maiores do país no seu gênero. O observatório Astronômico Frei Rosário, da Universidade Federal de Minas Gerais, fica localizado em Caeté, na Serra da Piedade. É um lugar perfeito para quem gosta de observar as noites de lua cheia ou eventos astronômicos. Funcionando desde 1980, o Observatório do Pico dos Dias fica localizado em Brazópolis, no sul do estado. Em Itajubá, é possível visitar o Observatório no Telhado, a visitação acontece juntamente com o evento Sábados Crescentes, uma sessão de vídeos e bate-papo sobre diversos temas trazidos pelo Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA).

Uma outra dica para quem quer observar a esfera celeste é o Aplicativo de celular “StarWalk”. Nele, é possível ver em tempo real as estrelas, constelações, satélites e cometas. Com um modelo muito intuitivo, você aponta o celular para os céu e linhas juntam as estrelas para informar qual constelação está ali, naquele momento.

MFC 70

 

Na edição 70 da Revista Minas Faz Ciência, é possível encontrar mais informações e curiosidades sobre os mistérios do céu e da Astronomia. Como a história do primeiro clube de Astronomia Amadora do Brasil, o Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais (CEAMIG).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fontes: observatório UFMG; Site Astronomia; Turismo em Minas.