Está vendo esses pontinhos pretos ao centro da foto acima? Os pequenos buracos no calcário escuro são pegadas de um animal muito pequeno.

Eles foram encontradas na China e os pesquisadores acreditam que são registros de pegadas de animal mais antigos da Terra.

Segundo os cientistas, as pegadas têm pelo menos 541 milhões de anos! Eles não conseguiram identificar, porém, que espécie deixou esses rastros fossilizados no calcário…

Que tal deixar sua imaginação correr solta e tentar desenhar no papel um animal que poderia ter deixado essas pegadas? Observe como as patas devem ter sido bem pequenas e pontudas!

Exemplo de uma poliqueta. Será que o animalzinho do passado era assim? Foto de Hans Hillewaert via Wikimedia Commons

Exemplo de uma poliqueta. Será que o animalzinho do passado era assim? Foto de Hans Hillewaert via Wikimedia Commons

As pegadas são separadas por milímetros e foram encontradas na região de Três Gargantas, localizada no rio Yangtzé, no sul da China. Elas pertencem ao período Ediacarano, que está compreendido entre 630 milhões e 541 milhões de anos.

Diferentes exemplos de artrópodes extintos e artrópodes atuais. Via Wikimedia Commons.

Diferentes exemplos de artrópodes extintos e artrópodes atuais. Via Wikimedia Commons.

Se essa pequena criatura tivesse morrido perto do local, talvez seu fóssil pudesse ajudar a revelar o mistérios sobre sua aparência!

“Não sabemos exatamente que espécie deixou esses rastros, no entanto, ela tem uma simetria bilateral devido aos membros paralelos“, explicou  Zhe Chen, pesquisador da Academia Chinesa de Ciência e um dos autores do estudo.

Apenas três grupos de animais vivos possuem membros paralelos:

  • artrópodes (como as aranhas),
  • anelídeos (como as poliquetas) e
  • tetrápodes (como nós, os humanos!).

Chen acredita que o animal seja um ancestral de alguma espécie do grupo dos artrópodes ou dos anelídeos.

O fóssil revela ainda que a criatura parece ter feito algumas pausas durante o trajeto, pois os rastros parecem estar conectados a tocas, que poderiam ter sido cavadas para extrair alimentos ou oxigênio, especula o estudo.

O estudo dos cientistas foi publicado no jornal especializado Science Advances.

Via DW.