Você que é um apaixonado por quadrinhos deve saber que a produção dessas histórias envolve muita técnica. É uma ciência de contar histórias junto com desenhos. Na revista impressa da Minas Faz Ciência, a gente sempre traz uma sessão HQ. Em 2016, o tema foi “E se as coias pudessem falar?” Em breve, a edição 2017 também virá com uma história em quadrinhos bem bacana.

E você já pensou em fazer quadrinhos? Descobrimos uma websérie que apresenta os principais passos para o desenvolvimento de uma história em quadrinhos: uso de balões e letras, tempo de narrativa, tipo de texto e enquadramento. Confira alguns episódios:

Letras

Enquadramento

O balão

Como surgiram as histórias em quadrinho?

Há bastante discussão quanto ao nascimento exato da história em quadrinho, mas a maioria dos autores parece concordar que a arte nasceu nos Estados Unidos. Foi lá que os padrões das atuais HQs primeiro se fixaram para, só então, ganharem o mundo.

Além dos balões, podem ser destacados: o uso de sinais gráficos como as onomatopéias (para a tradução dos sons) e as pequenas estrelas sobre a cabeça de um personagem (indicando dor ou tontura); o uso de linhas para separar um quadro de outro e estabelecer um sentido de evolução no tempo entre as cenas representadas; o uso de tiras para mostrar uma “voz do narrador” dentro da história; entre outros.

Quando os jornais e revistas tornaram-se populares, a partir da virada do século XIX para o XX, a história em quadrinho tornou-se imensamente conhecida em todo o mundo. E o mais legal é que tanto crianças em idade de alfabetização quanto idosos colecionadores se encantam pelos quadrinhos!

Apesar de nunca terem sido oficialmente batizados, os quadrinhos receberam diferentes nomes nos diversos países em que se estabeleceram. Por exemplo, nos EUA, eram chamados de “comics”, pois as primeiras historinhas eram de humor, cômicas. Na França, eram publicadas diariamente nos jornais em tiras ou “bandes” e ficaram conhecidas por “bandes-dessinées”.

Na Itália, ganharam o nome dos balõezinhos ou fumacinhas, “fumetti”, que indicam a fala das personagens. Na Espanha, chamou-se de “tebeo”, nome de uma revista infantil (TBO); da mesma forma que, no Brasil, chamou-se por muito tempo de “gibi” (também nome de uma antiga revistinha).

Ferramentas

Se quiser começar a produzir logo hoje, testes algumas ferramentas que podem facilitar sua vida:

Pixton
Create Your Own Comic
GoAnimate
ReadWriteThink
ToonDoo
Stripcreator

Fonte das informações EBC e Multirio