Pergunta rápida: para defender seu bichinho de estimação, do que, exatamente, você precisa?

Em primeiro lugar, penso eu, a gente terá que saber do que ele gosta, né?! Além disso, para que continue bem forte e feliz, será vital conhecer seus alimentos favoritos e, claro, a melhor hora para ele dormir, brincar e fazer pipi.

Bem… Vamos pensar, agora, numa coisa bem maior: ao invés das necessidades do seu animalzinho, o que teríamos de saber para cuidar da Amazônia, essa floresta linda, grandona e cheia de riquezas naturais e minerais, com um montão de bichos, flores e rios?

Nussa! Deve ser difícil, né?!

Segundo dois cientistas brasileiros, o general Guilherme Theóphilo e o professor Wanderley Souza, há mesmo muita coisa por fazer!

Afinal, essa região tão linda do Brasil – mas que também chega a outros oito países da América do Sul – enfrenta um tanto de problemas: desmatamento, narcotráfico, extração, garimpo, imigração e pesca ilegais, tráfico de armas e de animais silvestres, além de zilhões de infrações ambientais.

Pode uma coisa dessas?

Não, não pode, mesmo! Por isso é que nós (alunos, professores, cientistas e todos os outros cidadãos brasileiros) precisamos conhecer a Amazônia, para, então, protegê-la. Não há outra saída!

“A região amazônica tem grande diversidade de condições e possibilidades de respostas. A verdade é que existem várias Amazônias dentro da Amazônia”, conta, bem preocupado, o general Guilherme Theóphilo, que coordena um tantão de pesquisas, justamente, para conhecer melhor as características e as necessidades da floresta.

Com uso de helicópteros, laboratórios etc., centenas de cientistas brasileiros se espalham pela Amazônia para compreendê-la melhor. Triste saber, porém, que todos eles não veem só coisa bonita, não. Sabe o que há por lá, também, além de árvores e peixes?

Lixões! Não dá para acreditar, né?! “Outro problema é a busca das empresas por riquezas minerais como o Nióbio [Que tal procurar algo mais, na web, sobre esse elemento da tabela periódica? Você vai ver que muita gente está atrás dele!]”.

O que fazer, então?

Para proteger a Amazônia, em primeiro lugar, é preciso estudar muito o seu “jeitinho” de ser!

Para isso, os cientistas lutam para que mais e mais gente vá estudar a região. Atualmente, além de professores e pesquisadores, há militares por conta, somente, de conhecer as características da floresta.

Além disso, segundo o general Guilherme Theóphilo, é sempre importante responder a uma lista de perguntas importantes: “Como chegar à Amazônia? Como me manter por lá, e por quanto tempo? Outra coisa: como obter água, luz e comunicação?”.

Já segundo o professor Wanderley Souza, não tem como proteger essa floresta linda sem um programa, bem planejadinho, que atraia centenas e centenas de cientistas – que, por sua vez, precisam de se formar em bons cursos e universidades, né?!

“Importante lembrar que a gente também tem que melhorar a infraestrutura básica de laboratórios”, explica Wanderley, antes de dizer que também é preciso de conversar muito (e muito e muito e muito!) sobre o assunto, assim como de trocar ideias e esforços com cientistas de outras dezenas de países.

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