Quando se fala em energia nuclear, a primeira coisa que nos vem a cabeça é que ela tem como finalidade ser utilizada na construção da bomba atômica, uma arma de destruição em massa com capacidade de aniquilar nações, certo?  No entanto, o que muita gente não sabe é que a energia nuclear tem várias outras utilidades em áreas como geração de energia, saúde – principalmente para exames como Raio-X e Ressonância Magnética –  e agricultura. Alguns países possuem tratados que relatam que seu programa nuclear tem como objetivo único e exclusivamente ter toda sua atividade voltada para fins pacíficos e para o bem da sociedade. Inclusive o Brasil.

Isso mesmo, o Brasil possui um programa de energia nuclear que se deu inicio em 1947, com a Política Nuclear Nacional, implementada no país pelo Almirante Álvaro Alberto da Mota, oficial da marinha. Em 1956, importou da Alemanha o primeiro reator nuclear do hemisfério sul, que funciona até hoje.  A partir daí, o Brasil foi se desenvolvendo na área até chegar ao patamar de hoje, sendo o país número um da América do Sul quando o assunto é energia nuclear.

Uma das causas que sem dúvida ajudaram esse desenvolvimento é o fato do Brasil possuir grande reserva de urânio, sendo a 8° do mundo. Para quem não sabe, o enriquecimento do urânio é utilizado para o combustível nuclear, ou seja, material adaptado para ser usado na geração da energia. Hoje, apenas nosso país, os Estados Unidos e Rússia possuem a tecnologia de gerar esse combustível. Mesmo assim, por falta de investimentos na área, o Brasil importa combustível nuclear quando na verdade poderia estar exportando.

Angra 1, 2 e 3

Não há como falar em energia nuclear brasileira sem citar as famosas usinas nucleares de Angra 1 , 2 e 3, situada em Angra dos Reis no estado do Rio de Janeiro. A primeira teve sua inauguração em 1972, no entanto teve sua primeira reação nuclear em cadeia em 1982 e entrou em funcionamento comercial em 1985. Com vários problemas entre 82 e 1992, teve por 16 vezes suas atividades paralisadas por diversos motivos. Agora, está em funcionamento. Já Angra 2, depois de vária paralisações em suas obras (quase duas décadas de construção), teve sua primeira operação comercial realizada em 2001.  Angra 3 tem previsão para começar a funcionar em 2026.

Outro projeto brasileiro na área, é o submarino nuclear que  encontra-se em fase de teste. Diferente dos submarinos convencionais, é movido pela energia produzida por um reator nuclear e traz entre as vantagens poder permanecer por longos períodos submersos. No Brasil será utilizado para monitorar a nossa Amazônia Azul, a região da nossa costa do oceano, onde estima-se possuir tamanha riqueza e diversidade quanto a Amazônia Terrestre.  Sua conclusão é estimada para 2027.

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