Você já deve ter visto um drone em ação ou já assistiu a imagens feitas por um aparelho desses. Eles passaram a compor o céu brasileiro há alguns anos e são cada vez mais usados para fins comerciais, científicos e de lazer.

Drone é, na verdade, um tipo de VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado) mais usados para recreação. De acordo com a legislação brasileira, os drones são classificados como aeromodelos, assim como pequenos aviões e helicópteros que participam até de competições.

Os drones, no entanto, são mais “inteligentes”, pois envolvem mais robótica na constituição e tem mais autonomia de operação.

A variedade de tipos de drones é grande. Alguns modelos lembram réplicas de jatos e os mais comuns possuem duas ou quatro hélices. Há também drones com até oito hélices, que usam combustível de verdade para voar.

Imagem: http://www.lemondrone.com

Imagem: http://www.lemondrone.com

A ideia de fazer artefatos voadores que não carregam tripulantes é antiga. As primeiras aplicações de VANTs foram com balões e pipas. Depois foram desenvolvidas tecnologias, usadas por americanos e europeus em guerras.

A palavra drone vem do inglês e significa zangão, o macho das abelhas. Como a maioria dos drones usa hélice para voar, o nome faz sentido por causa do zumbido que emitem.

Como funcionam os drones?

Os drones são, geralmente, bem leves. Maior parte da composição é de fibra de carbono, sendo algumas estruturas de plástico e metal.

Eles são guiados por controle remoto ou automaticamente por computador. Os controladores podem ser manetes, smartphones ou tablets e permite decolagem, operação e aterrissagem.

Pequenos motores elétricos giram as hélices que dão sustentação ao dispositivo, um princípio muito parecido com helicópteros. Os drones têm bateria removível que fornece, em média, 10 minutos de tempo de voo.

Muitos fabricantes vendem baterias extras, sendo possível obter até 25 minutos de voo.  Porém, uma bateria mais poderosa significa mais peso para o drone.

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Foto: Richard Unten/Flickr

Os controladores se comunicam com o drone por ondas de rádio ou via wifi. Na fuselagem do aparelho há um “cérebro” microcontrolador que contém os sistemas de navegação e controle. Nesse circuito, geralmente, há chip de GPS, que permite navegação precisa e voo mais livre. Usando posições de localização via satélite, é possível traçar previamente um trajeto para o drone.

Como é um drone por dentro. Foto: Peter Linehan/Flickr

Como é um drone por dentro. Foto: Peter Linehan/Flickr

Na mesma placa há um computador que recebe as instruções de navegação (por meio de sensores) em caso de controle manual e as transmite para os motores, aumentando ou diminuindo a aceleração das hélices e a altitude.

Os drones são programados para pousar lentamente, pois um pouso rápido pode levar à queda, assim como ocorre com os helicópteros.

Para que são usados os drones?

Como já dissemos, os drones podem ser usados como brinquedos, apenas para o prazer de controlar o objetivo no ar. No entanto, os VANTs são úteis para centenas de atividades diferentes.

Na agropecuária, ajudam a espalhar pesticidas sobre campos de cultivo, sinalizar quais frutas estão prontas para colheita, contar boiadas, buscar animais perdidos, além de encontrar áreas de incêndio.

Na área da segurança, são muito usados para vigilância. Podem monitorar áreas perigosas durante operações policiais e dos Exércitos, controlar o movimento de multidões, vigiar costas e fronteiras.

Imagem de drone da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Foto: Joao Paulo Lages/Flickr

Imagem de drone da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Foto: Joao Paulo Lages/Flickr

Algumas prefeituras brasileiras usam os drones para identificar áreas de criadouros do mosquito da dengue. Há casas em que não se pode entrar para verificar a situação de limpeza, portanto, agentes de saúde usam drones.

Foto: Peter Linehan/Flickr

Foto: Peter Linehan/Flickr

Algumas empresas já estão testando o uso de drone para transporte de pequenos objetos e encomendas. É uma espécie de delivery dos ares.

Os engenheiros civis também usam drones para vistorias de grandes áreas construídas ou de difícil acesso.

Órgãos ambientais podem observar grupos de animais selvagens como, por exemplo, no México em que os equipamentos vigiam/protegem a desova de tartarugas em praias. Drones também monitoram o nível de água em rios e represas para indicar risco de baixo volume.

A arte também se beneficia dos drones, porque produzem imagens (fotos e vídeos) quase impossíveis de serem feitas pelo homem sem ajuda de tecnologia. São ângulos inalcançáveis que geram imagens lindas.

Praia Jan Thiel na ilha de Curaçao, que fica no Caribe. Foto: Dronepicr/Flickr

Imagem de drone da Praia Jan Thiel na ilha de Curaçao, que fica no Caribe. Foto: Dronepicr/Flickr

Fontes das informações: This Is How Drones Work e dissertação de mestrado VANTS para sensoriamento remoto: aplicabilidade na avaliação e monitoramento de impactos ambientais causados por acidentes com cargas perigosas.