O céu é um espaço que nos encanta e guarda segredos.  As nuvens, por exemplo, despertam muita curiosidade por causa daquela aparência de algodão. Mas afinal, o que são as nuvens? Como elas se formam? Por que são branquinhas? O Minas Faz Ciência Infantil responde a algumas perguntas e dá dicas para você virar um bom observador de nuvens. Confira:

O que é a nuvem?

Imagem registrada na Austrália. Foto: Peter Ineson/ Divulgação OMM

Imagem registrada na Austrália. Foto: Peter Ineson/ Divulgação OMM

Uma nuvem é um agrupamento de pequenas partículas de água líquida ou cristais de gelo suspensos na atmosfera. É chamada pelos cientistas de hidrometeoro, porque é produzida pelo condensamento da água. O nome diz tudo: hidro= água e meteoro = fenômeno que se produz na atmosfera.

Como se formam as nuvens?

O ciclo da água é importante para a vida, por meio dele ocorre a variação do clima. Arte: Divulgação Puc Minas TempoClima adaptada da Revista Ecológico.

O ciclo da água é importante para a vida, por meio dele ocorre a variação do clima. Arte: Divulgação Puc Minas TempoClima adaptada da Revista Ecológico.

No ciclo da água, ocorre a evaporação de rios, lagos e oceanos, além da transpiração das plantas. Esse vapor sai da superfície, se condensa e forma a nuvem.  Elas ficam suspensas por correntes de ar ascendente (“ventos que sobem”), que conseguem segurar cada gotícula. Somente quando essa corrente de ar diminui, as gotas começam a cair na forma de chuva (precipitação). As nuvens podem ficar em alturas que variam de menos de mil até 18 mil metros do chão.

Por que a nuvem é branca?

Imagem registrada na Espanha. Foto: AJGN/ Divulgação OMM

Imagem registrada na Espanha. Foto: AJGN/ Divulgação OMM

Os cristais de gelo que formam as nuvens são como prismas que refletem todas as cores. Nesse caso, ocorre um fenômeno de clareza total, que é na verdade a cor branca. Uma nuvem fica cinzenta ou escura quando está muito carregada e a radiação solar não consegue passar ou ser refletida.

Durante o dia, a luminosidade das nuvens é suficientemente para deixá-las visíveis. À noite ficam quase escondidas, porém é possível observá-las quando a Lua está brilhante. Em uma noite sem lua, as nuvens ficam invisíveis, mas podemos deduzir que estão no céu porque tampam completamente o brilho das estrelas.

Classificação das nuvens

As nuvens evoluem e aparecem em uma variedade infinita de formas no céu. No entanto, há um número limitado de formatos catalogados. Assim, as nuvens são agrupadas em gêneros, espécies e variedades. É uma ideia parecida com os sistemas de classificação de plantas e animais. Os nomes dados às nuvens têm origem no latim.

Gênero: Cirrus, Cirrocumulus, Cirrostratus, Altostratus, Nimbostratus, Altocumulus, Stratocumulus, Stratus, Cumulus e  Cumulonimbus. Veja dois exemplos:

Cirrus são nuvens fibrosas, altas, brancas e finas. Foto: Stephen Burt/ Divulgação OMM

Cirrus são nuvens fibrosas, altas, brancas e finas. Foto: Stephen Burt/ Divulgação OMM

Cumulonimbus: nuvem densa de considerável extensão vertical. Tem a aparência de uma couve-flor e pode gerar tempestades. Foto: AJGN/ Divulgação OMM

Cumulonimbus: nuvem densa de considerável extensão vertical. Tem a aparência de uma couve-flor e pode gerar tempestades. Foto: AJGN/ Divulgação OMM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Espécie:  fibratus,  uncinus, spissatus, castellanus, floccus, stratiformis, nebulosus, lenticularis, fractus, humilis, mediocris, congestus, volutes, calvus e capillatus. Mais dois exemplos:

Uncinus: nuvem com filamentos parecendo vírgulas. Michael C. Hanna/ Divulgação OMM

Uncinus: nuvem com filamentos parecendo vírgulas. Michael C. Hanna/ Divulgação OMM

Lenticularis: nuvem com formato de lentes que se acumulam em longas cadeias. Foto: Matthew Clark/ Divulgação OMM

Lenticularis: nuvem com formato de lentes que se acumulam em longas cadeias. Foto: Matthew Clark/ Divulgação OMM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Variedade: intortus,  vertebrates,  undulates, radiates, lacunosus, duplicatus, translucidus,  perlucidus e opacus. Seguem dois exemplos:

Radiatus: nuvem que se formam como listras. Podem aparecer em faixas paralelas ou convergir para um único ponto. Stephen Burt/ Divulgação OMM

Radiatus: nuvens que se formam como listras. Podem aparecer em faixas paralelas ou convergir para um único ponto. Stephen Burt/ Divulgação OMM

Opacus: banco extenso, lençol ou camada, cuja maior parte é suficientemente opaca para esconder totalmente o Sol ou a Lua. Foto: Markéta Augustinová// Divulgação OMM

Opacus: banco extenso, cuja maior parte é suficientemente opaca para esconder o Sol ou a Lua. Foto: Markéta Augustinová// Divulgação OMM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Guia para observar as nuvens

Cientistas e meteorologistas observam as nuvens por suas dimensões, forma, estrutura, textura, luminosidade e cor.  Se você quer levar a sério a brincadeira de olhar para o céu, pense em duas condições básicas para começar a observação:

1 – Estar em uma área não muito montanhosa;

2 – A região precisar estar livre de poeira, fumaça ou poluição exagerada.

Dia ou noite:

Se for observar durante o dia, precisa haver sol suficiente para enxergar as nuvens. Nesse caso, use óculos escuros com lente polarizada, aquela capaz e diminuir o impacto da luz e reflexo nos olhos. Observar o céu durante o nascer ou pôr do sol dá a oportunidade de ver múltiplas camadas de nuvens.

Se quiser observar à noite, tem que ser com a lua brilhante. O ideal é ficar em um lugar bem escuro e deixar os olhos se ajustarem à escuridão (isso demora cerca de 5 minutos). A visão periférica é a melhor opção para a noite, por isso mover a cabeça de um lado para o outro vai revelar mais detalhes do que um olhar fixo.

O que é interessante fazer:

– Olhar o tamanho de uma nuvem. A nebulosidade total é definida pela quantidade de espaço que uma nuvem ocupa no céu.

– Verificar a direção tomada pela nuvem. A velocidade de uma nuvem é definida pelo movimento horizontal que ela faz.

A bordo de um avião:

Observar as nuvens de dentro do avião durante uma viagem pode ser uma oportunidade de ver formas completamente diferentes daquelas que enxergamos ao olhar da superfície da Terra. Será possível ver a distribuição vertical das nuvens, pois você estará a aproximadamente 11 mil metros do chão. A aparência vai variar com a posição da aeronave no céu.

É muito importante para a humanidade entender as nuvens porque elas conduzem o ciclo da água e sistemas climáticos. A simples observação ajuda a determinar condições de tempo associadas, como por exemplo, saber se vem chuva por aí!

Texto produzido com informações do Atlas Internacional das Nuvens da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Imagem feita de dentro de avião a uma altura de 11,3 mil metros que registrou uma cumulonimbus. Foto: Marcin Kocybik/Divulgação OMM

Imagem feita de dentro de avião a uma altura de 11,3 mil metros que registrou uma cumulonimbus. Foto: Marcin Kocybik/Divulgação OMM