Dormir na escuridão faz bem para o organismo e nos ajuda a descansar melhor

Se você fica com medo de dormir no escuro, a ciência tem uma ótima explicação para você apagar a luz na hora de se deitar.

Você sabia que a gente precisa da escuridão para conseguir descansar de verdade?

Ao longo do dia, nosso corpo funciona como um relógio, liberando substâncias importantes, como hormônios que regulam nossa saúde. Esse relógio do organismo sabe se está de dia (período em que estamos em atividade) ou de noite (hora do descanso) sem que a gente precise estar de olhos abertos – ele se ajusta a partir de sinais que percebe no ambiente externo.

Foto de Thomas Edison feita por Louis Bachrach, restaurada por Michel Vuijlsteke. Reprodução Wikipedia.

Foto de Thomas Edison, inventor da lâmpada elétrica, feita por Louis Bachrach. Reprodução Wikipedia.

O excesso de luz pode prejudicar o funcionamento correto desse nosso relógio biológico e aí a liberação das substâncias que garantem o equilíbrio do nosso organismo fica alterada.

O corpo humano evoluiu ao longo de centenas de anos e só muito recentemente na história passou a conviver com a luz artificial.

A lâmpada elétrica, por exemplo, foi criada em 1879 pelo inventor americano Thomas Edison (foto) e hoje a gente ainda tem celular, tablet e televisão emitindo luz ao nosso redor o tempo inteiro. Esse excesso de luz faz muito mal para nosso organismo, desregula nosso corpo e a gente não descansa de verdade.

Se você quiser muito deixar uma luz acesa na hora de dormir, escolha uma bem fraquinha, como as lâmpadas vermelhas, para que essa claridade não confunda seu corpo na hora de dormir.

Além de apagar a luz, é importante também desligar os aparelhos que trazem estímulos luminosos. Dormir no escuro, longe do seu celular e com a TV desligada é garantia de um bom descanso para você ter muita energia no dia seguinte!

Foto meramente ilustrativa / Woodley Wonderworks

Foto meramente ilustrativa / Woodley Wonderworks

Boa noite! 😉

Esse texto foi escrito com a colaboração da professora e pesquisadora Maristela de Oliveira Poletini, professora do Departamento de Fisiologia e Biofísica do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (ICB/UFMG).