E aí, vamos falar de games? Neste exato instante, imagino que você já esteja pensando em MineKraft, Super Smash Bros, PES 2014 e outros tantos jogos legais. Apesar disso, não pretendo, aqui, te ensinar novas manhas ou atalhos para seus games favoritos. Gostaria, na verdade, de convidá-lo a se divertir, por um instante, com a fantasia – superbacana – de…CIENTISTA!

Ah! E, quando falo em “fantasia”, não será preciso parar de ler e procurar um jaleco branco, nem de desarrumar o cabelo e ficar com cara de maluco. Nada disso! Os cientistas, aliás, nem são assim… Eles se parecem, na verdade, com você, apesar de terem um pouquinho mais de idade, como sua mãe, seu pai ou sua professora. Qualquer pessoa, na verdade, pode se tornar cientista. Basta que se interesse pelo coisas do mundo, da vida, e estude bastante!

De todo modo, antes de você se decidir sobre o que vai fazer no futuro, que tal fazermos ciência agora, neste exato instante? Para tal, basta apertar ‘O’ no Playstation , ou ‘A’ no Xbox, e começar uma fantástica experiência.

Como assim? O que meu game tem a ver com isso? Simples: o experimento que te proponho é, tão somente, o de jogar! Dessa maneira, afinal, a gente faz acontecer um mundo virtual com base em tudo que acontece no dia a dia. As batidas, os saltos, os sons, a iluminação… Tudo é representado, no seu jogo, conforme as leis e regras que existem no mundo a seu redor.

É claaaaaro que, no jogo – assim como nos filmes –, há situações fictícias. Ou você já viu pessoas voando no caminho da escola ou do clube? O interessante disso tudo é saber que mesmo o que nos parece absurdo é orientado, no game, por regras científicas.

É, mesmo?

Sim, a base de todo jogo nasce na ciência. Um cara muito fera em todos os tipos de console é o professor Marcelo Nery, responsável pela escola de jogos digitais da PUC Minas, a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Ele lembra que, antes de tudo, o jogo é um programa de computador, como qualquer outro, mas com características, digamos, mais divertidas, como histórias, personagens, anima- ções e músicas.

“Assim como nos programas de computador, há, por trás do jogo, um conjunto de códigos que criam as regras de como ele vai funcionar. Esses códigos usam muita coisa de ciência, principalmente, a Matemá- tica e a Física”, conta Marcelo.

Quer um exemplo do que o professor disse? É só se lembrar do personagem Mário Bros, de vários jogos da Nintendo. Imagine o bombeiro hidráulico, de chapéu vermelho, andando de um lado paro outro. Isso é o que você vê na tela. Já o computador entende tudo como pontinhos mexendo para um lado e para outro, no interior de um quadrado, dividido em quatro partes.

Quando aparecem os inimigos, como o Bower, que voam pela tela, o Mario e o Luigi se abaixam, pulam e, depois, lançam bombas, não é, mesmo? Pois tudo, tudo é codificado em programas que usam as fórmulas básicas que você aprende na escola.

Fábrica de desafios

Outra fera em games é o professor João Victor Gomide, coordenador do curso de jogos digitais da Universidade Fumec. Ele esclarece que, para fazer um jogo, é preciso do envolvimento de diversos ramos da ciência. Portanto, se você quiser criar um game, vai precisar da ajuda de todos os seus professores!

Normalmente, os jogos nascem de uma ideia. Depois, os fabricantes buscam desenvolver a história. O trabalho, então, é dividido em duas partes – e em dois grupos. A primeira equipe cuida do roteiro, dos personagens, das falas, dos desenhos e do “mundo” onde o jogo acontece. (Afinal, o game pode ser na lua ou na Amazônia, por exemplo.) Enquanto isso, a outra equipe cuida da parte “técnica”. Esse pessoal fica por conta de pensar a quantidade de níveis enfrentadas pelo jogador, as estratégias de cada fase, o caminho a percorrer, as atividades dos personagens, a pontuação e as paisagens das cenas.

Depois disso, vem o mais divertido: “Uma equipe de especialistas vai jogar e observar os problemas do jogo, para realizar uma avaliação sobre o que precisa melhorar. Como uma história está sendo contada, a intenção é que o jogador se sinta atraído por tudo que acontece. Além disso, a experiência deve ser boa”, explica João Victor. Quando estiver pronto, o game será distribuído em consoles como Xbox ou Playstation.

Arte em tudo

Como vimos, muitas pessoas participam da criação de um jogo. Nesse time, poucos reparam numa galera importante, que torna a narrativa da história bem mais legal. Eu me refiro aos artistas, que ajudam a montar os ambientes do jogo. Pense bem, afinal: se, no dia a dia, a vida é repleta de sons, por que seria diferente no mundo virtual?

Por isso, compositores e músicos têm a tarefa de criar e interpretar as melodias que animarão o game. Da mesma forma, desenhistas, pintores e ilustradores desenvolvem imagens encantadoras, que surgem a cada passagem de fase. Todos estes mestres da arte buscam estimular os seus sentidos, para que, além de jogar, você sinta o game por meio do ouvido, dos olhos ou das mãos – principalmente, quando o joystick insiste em vibrar

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Veja a reportagem completa na Revista Minas Faz Ciência Infantil.