Ilustração: Felipe Bueno
Infográfico: Amanda Jurno 

moda-1Você é daqueles que demora um tempão para escolher a camisa “certa”? Ou costuma pegar a do primeiro cabide, só mesmo para não passar frio? Bem… Seja qual for o seu “tipo”, acho importante te contar uma coisa: ao preferir esta ou aquela vestimenta, as pessoas – sem “querer ou querendo” – optam por uma maneira própria de “conversar” com os outros. Ahn?! Como assim? Quer dizer que eu consigo “falar” algo com a ajuda da minha saia xadrez ou do meu boné para trás?

Sim! É isso, mesmo! Veja só o que nos explica a professora Teresa Campos Viana, do Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH):

“Há muitos séculos, o homem inventou as roupas para se proteger de problemas da natureza, como o frio, o calor etc., mas, hoje, elas representam muito mais do que isso”.

Daí é que, ao tirar algo do guarda-roupa para vestir, a gente também escolhe a mensagem que deseja transmitir ao mundo. Quer um exemplo? Quando estamos alegres, preferimos, geralmente, roupas bem coloridas e divertidas.

E a história não para por aí! Vestir algo também pode significar que você pertence a um grupo específico de pessoas.

“Nas grandes cidades, a roupa é uma forma de participarmos das tribos urbanas”, explica Teresa.

E não é que é verdade? Você já parou para pensar, por exemplo, na turma dos skatistas? Eles não costumam usar bermuda larga, blusas e boné? Viu, só! É assim que eles “dizem”, por meio das roupas, que são apaixonados pelo skate!

Nos anos 1970, na Inglaterra, os punks – tribos de jovens que não estavam felizes com os rumos da sociedade à época, e, por isso, preferiam o lema do “faça você mesmo” – criaram um modo bastante diferente de se vestir e de dar voz ao que pensavam: para mostrar sua indignação com tudo, eles usavam coturnos, alfinetes, piercings, correntes, lenços, calças jeans rasgadas ou pretas, jaquetas de couro com rebites e mensagens nas costas.

“A moda reflete o que a pessoa deseja. Isso é muito mais importante do que o próprio vestir”, diz a professora.

Ciência ou arte?

Os profissionais responsáveis por pensar, desenhar e elaborar roupas e acessórios (brincos, anéis, colares etc.) são os designers de moda. Ao unir as tecnologias da indústria têxtil à imaginação artística, é possível criar coisas muito bonitas e cheias de significados!

Do ponto de vista da ciência, surgem, por exemplo, diferentes formas de trabalhar o tecido ou modelagens diferenciadas, para adequar aos vários tipos de corpo.

“Há pesquisas sobre tecidos tecnológicos e caimentos diferentes, além de investigações sobre matemática de modelagem, para compreendermos medidas, retângulos, divisões”, explica Teresa.

Hoje, os cientistas da área também estudam um montão de coisas sobre consumo, tecidos, corantes naturais. Ah! E querem entender, ainda, a influência da mulher na moda, o que podem fazer para gastar menos tecido ou não prejudicar a natureza.

Mas e o que a arte tem a ver com isso tudo, afinal? É fácil: criatividade, desenho, corte, conceito e… emoção! Isso tudo vai se transformar, no fim das contas, numa coleção, que é o conjunto das roupas desenvolvidas por um design de moda. Nas passarelas, as modelos vão exibir, justamente, essas criações!